sexta-feira, 8 de julho de 2011

Literatura - A Expressão do Homem



"A Literatura é arte e só pode ser encarada como arte."
(Doutrina da arte pela arte, fins do século XIX)


Definição:

A palavra literatura designa textos que buscam expressar o belo e o humano através da palavra.
Trata-se dos textos que possuem efeitos estéticos, ou seja, há a preocupação em transmitir através das formas e conteúdo, emoção.
Como expressão do homem, é um importante meio de comunicação, pois nela há a exploração da linguagem.
Trabalha com o emocional humano, por meio dos sentimentos: desejos, angústias e prazeres. Demonstrando formas de agir, e contribuindo para o primordial, ou seja, a formação do homem.
Mais do que isso, garantindo o desenvolvimento intelectual, moral e ideológico.
A literatura também pode ser descrita como ficção, palavra originária do latim fictione que significa fantasia, criação.

Roger Caillos na sua Arte poética, refere-se ao início da literatura, no seguinte trecho:
A um mendigo cego, ao qual os passantes não davam quase nada, um desconhecido fez rapidamente ganhar muitas esmolas, substituindo o cartaz que carregava com os dizeres “cego de nascença” por outro: “a primavera vai chegar, eu não a verei”.

Divisão da Literatura:

Formas Literárias
Gêneros Literários
Poesia
Lírico (soneto, ode, balada, prosa lírica)
Ficção em prosa
Épico (epopéia e diferentes tipos de romance)
Peças de Teatro
Dramático (diferentes tipos de peças de teatro, monólogos dramáticos)

Didático (moral, político, filosófico)

Oratório (sermão, discurso)

Crítico (ensaio histórico, literário, filosófico)


Curiosidades:

“A divisão dos gêneros literários é originário de Platão e Aristóteles”.

“Os gregos usavam a palavra stylos para designar uma espécie de ponteiro com o qual escreviam em placas de argila”.


Segue abaixo, a divisão dos estilos de época e seus respectivos séculos:








Literatura certamente é um tema vasto, e ao ser estudado é necessário dividí-lo em períodos, pois sua imensidão teórica requer organização e foco. Características necessárias para que não haja desvio do tema.
Portanto, ao tratar de literatura, deve-se valer de cada estilo e gênero, e procurar desenvolvê-lo livremente, atrelado apenas à sua origem.

O Texto Poético

Desde os primórdios, uma das expressões da literatura é dada pela sonoridade das palavras, valorizando seus significantes.
Texto poético refere-se à poesia, poema e prosa.
A diferença entre poema e poesia está impressa nos sentimentos que cada um provoca.
O poema é a expressão de sensações e sentimentos; a poesia é resultante e provocadora de estímulos e emoções.
O poema também pode ser descrito pela sonoridade das rimas, assonâncias e aliterações; as figuras de linguagem, os ecos entre as palavras, etc.
Quando não há fronteiras entre poema e prosa, pelos recursos de linguagem utilizados para expressar emoções, surge o poema em prosa.

Segue uma estrofe do poema em prosa de Vinícius de Moraes, com a temática lírico-amorosa:
Para viver um grande amor, primeiro é preciso sagrar-se cavalheiro e ser de sua dama por inteiro – seja lá como for. Há que fazer do corpo uma morada onde clausure-se a mulher amada e postar-se de fora com uma espada – para viver um grande amor.

Atualmente os poetas utilizam o verso livre, de comprimento, métrica e ritmo variáveis.
A partir do Concretismo, houve uma descaracterização das formas tradicionais do poema, abolindo o verso linear, associando a comunicação verbal e visual e rompendo com a sintaxe tradicional e a disjunção das palavras.

Segue abaixo um poema concreto:


CAMPOS, Haroldo. “nascemorre”. Apud MENEZES, Philadelpho. Poesia Concreta e visual. São Paulo, Ática, 1998.

Saiba mais sobre o concretismo em:

Um ótimo lugar para tratar de poesia é a Casa das Rosas, Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura.
A 38º Quinta poética é o ponto de encontro dos amantes da boa poesia, reúne poetas consagrados e novos talentos.
São apresentadas diversas expressões artísticas como dança, música, artes plásticas e é claro, muita poesia.



Segue abaixo um poema de Carlos Ávila, poeta e jornalista brasileiro com parceria com a Casa das Rosas.

Atrás

atrás
de alguma conversa
neste desacerto

atrás
do pôr-do-sol
nesta véspera

atrás
da margem de erro
neste deserto

atrás
de algum sentido
nesta viagem


segunda-feira, 27 de junho de 2011

Justificativa

Em virtude do último mês em que não postei artigo algum, segue a forma que encontrei de me redimir:
Passei por um período de transição e não pude cumprir com as obrigações sociais que me são inerentes.
Sendo assim, caso queiram, a próxima postagem será escolhida por vocês.
Na enquete ao lado, seguem alguns temas para meu próximo artigo.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Figurinos comunicam: A veracidade da arte.

"O hábito fala pelo monge, o vestuário é comunicação além de cobrir o corpo da nudez, ela tem outras finalidades". Umberto Eco

Muitos sabem definir o significado da palavra teatro, mas somente um ator sente o poder dessa palavra em cada cena que produz.
Todos eles têm a função de transmitir ao público essa emoção, e para isso utilizam além de seu amor pela arte, diversos artifícios através de sua expressividade corporal, musical, facial, entonação e ritmo da voz.
O cenário e suas vestes servem por vezes de base para “entrar no personagem”. O ator quando veste seu figurino, sente-se na pele do personagem e passa a agir como ele.
A função de um figurino vai mais além que apenas vestir o ator. Ele serve também para marcar sua própria presença, chamar atenção, colocar ênfase em determinadas partes do corpo, denotar através da imagem significados, de maneira a exibir de forma sensível mensagens ao público.
As vestes fazem transparecer a época em que a história se passa, o local, os costumes de um povo, a posição social, a personalidade, a distinção de classes, a situação econômica e política. Esse conjunto apresenta um simbolismo através de cores, formas e texturas.
Os signos reforçam-se uns aos outros, se completam, e estas combinações e afinidades formam uma linguagem homogenia que deve ser transmitida. Os signos teatrais são artifícios planejados e induzidos onde os atores e os outros elementos cênicos (cenários, iluminação etc) são encarregados de passar.
Os trajes devem estar em harmonia com todo o resto dos signos teatrais, caso contrário pode haver a quebra da fantasia, e o público pode ser enviado ao mundo real.
Segundo Edith Head, estilista estadunidense: "O que um figurinista faz é um cruzamento entre magia e camuflagem. Nós criamos a ilusão de mudar os atores em algo que eles não são. Nós pedimos ao público que acreditem que cada vez que eles vêem um ator no palco ele se tornou uma pessoa diferente."
A relação do figurino também está vinculada aos elementos da narrativa como espaço-tempo, onde o figurino está presente para convercer ao público quanto ao recorte de tempo histórico (presente, futuro possível, passado histórico, etc).
O figurino pode servir à narrativa de modo a diferenciar os personagens e identificar a que clichê ou estereótipo o personagem pertence.
Ele dividido também em nove elementos, são eles: estilo, cores, volume, texturas, contexto, ambiente, silhueta, movimento da roupa e da personagem, elemento de destaque.
Os elementos de destaque são altamente perceptíveis aos olhos do público graças ao contraste de cores, cenário, personagens, elementos antagônicos e muito discrepantes, excesso de volume ou até mesmo a ausência (nus).
Todos esses elementos combinados entre si de forma a valorizar a interpretação do ator, leva-nos a certeza de um grandioso espetáculo. Seja ele em um pequeno ou grande teatro, apesar das grandes produções fazerem mais sucesso pelo mundo, uma pequena encenação bem apresentada e emoldurada por belos trajes, comunica a veracidade da arte.




segunda-feira, 2 de maio de 2011

Arquitetura Gótica no Brasil e Portugal

Não há como falar do estilo gótico português, sem mencionar o estilo manuelino (gótico tardio).
Essa expressão artística tem como tema principal, os monumentos góticos caracterizados por sua grandiosidade, o símbolo da glória de Deus. E da igreja, símbolo do poder econômico da burguesia, do estado e de todos que financiaram a elevação do emblema citadino.
O gótico nasceu na França, caracterizado por decorações com motivos da fauna e flora e com monstros (gárgulas). 
Após séculos de expansão artística, o estilo se espalhou durante quatrocentos anos para outros países como Portugal, Alemanha, Brasil, Espanha, Inglaterra, Itália e deu às igrejas uma nova grandeza. Os templos tornaram-se mais amplos e iluminados. Suas construções remetiam à verticalidade através dos arcos em ogiva. Todo seu esplendor artístico era concentrado em janelas amplas semelhantes a flores de pedra rendada que se abriam nas paredes, nos belíssimos vidros coloridos (vitrais) que traziam para o interior verdadeiras obras de arte com luzes e cores variadas que refletem nas paredes, as esculturas formadas por estátuas, capitéis, túmulos que tornaram-se mais leves.
O gótico em Portugal surgiu no final do século XII e prolongou-se através do estilo Manuelino (gótico tardio) até o século XV. Foi um movimento artístico que voltou-se para o desenvolvimento da arquitetura (construções religiosas) e das artes plásticas.
A arquitetura gótica aparece com o Mosteiro de Alcobaça. Fundado pelo primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques, sendo considerada a primeira obra totalmente gótica de Portugal.
As ordens religiosas mendicantes (franciscanos, dominicanos, carmelitas, agostinhos) expandiram a arquitetura ao construir diversos mosteiros em cidades portuguesas no século XIII e XIV.
Os principais exemplos a serem citados como gótico mendicante, são as igrejas franciscanas e dominicanas de Santarém e Guimarães, o Mosteiro de Santa Clara-a-Velha em Coimbra, Mosteiro de São Francisco do Porto, Igreja do Convento do Carmo em Lisboa, atualmente todas estão em ruínas.
As ordens medievais militares contribuíram para a expansão do gótico, por exemplo, a Igreja de São João de Alporão de Santarém e o Mosteiro de Leça do Bailio (pertencente aos Cavaleiros Hospitalários), e com a Igreja de Santa Maria dos Olivais de Tomar (fundada pelos Cavaleiros Templários). Algumas catedrais Portuguesas também foram construídas no estilo gótico, como a Sé de Évora, a Sé de Silves e a Sé de Guarda.
Um marco histórico na arquitetura gótica portuguesa é o Mosteiro da Batalha, construído a mando do rei D. João I para comemorar a vitória na Batalha de Aljubarrota contra os castelhanos.
A imensa obra do mosteiro começou em 1388 e seguiu até o século XVI, influenciou muitas outras obras no século XV, como a Igreja da Graça de Santarém, a capela do Castelo de Leiria, o Convento da Nossa Senhora da Conceição, entre outras.
A transição do gótico para o estilo renascentista ocorreu de forma lenta, sendo o estilo intermediário denominado manuelino devido à coincidência com o reinado de D. Manuel I. Esse estilo mistura formas arquitetônicas do gótico final com a decoração gótica renascentista, criando um estilo tipicamente português a partir da primeira obra manuelina: o Mosteiro de Jesus de Setúbal. Atinge seu ápice com a Torre de Belém e o Mosteiro dos Jerônimos, ambos em Belém (Lisboa).
Muitos castelos foram construídos e/ou reformados em estilo gótico, como o castelo de Leiria, Estremoz, Beja, Bragança e Santa Maria da Feira.
Durante o século XV e XVI, os estilos gótico e manuelino foram levados pelos portugueses a seus domínios d'além mar, particularmente as ilhas atlânticas dos Açores e Madeira. A Sé do Funchal (capital da Ilha da Madeira), é uma típica igreja gótica-manuelina.
Edificações góticas autênticas não existem no Brasil, porém o sub-estilo neogótico popularizou-se a partir do reinado de D. Pedro II. Uma das igrejas neogóticas brasileiras mais antigas é a Catedral de   Petrópolis, começada em 1884 e concluída em 1925, que abriga os túmulos do Imperador e sua família. Outro exemplo é a Igreja do Santuário do Caraça (MG), e o Palácio da Ilha Fiscal (RJ).
Temos também no Brasil, os seguintes edifícios neogóticos tardios: A Catedral da Sé (SP), Catedral de Santos, a Catedral Metropolitana de Fortaleza, de Vitória, e a Catedral de Belo Horizonte.
O neomanuelino (variante portuguesa do neogótico) está representado no Brasil em edifícios como o Real Gabinete Português de Leitura (RJ) e o Centro Português de Santos.

As imagens que seguem são respectivamente:
Mosteiro da batalha e seus vitrais (Portugal); Catedral da Sé (SP).








CURIOSIDADES:

O estilo gótico é subdividido em três categorias e as variantes decorativas:
1ª – Gótico primitivo, ou Proto-gótico: Assumem-se as idéias base e dão-se os primeiros passos com a reconstrução da Abadia de Saint-Denis localizada em Paris (França).
2ª – Gótico pleno, ou Gótico Clássico: Aperfeiçoam-se as inovadoras técnicas de construção e entra-se na fase do domínio construtivo arquitetônico com as grandes catedrais.
3ª – Gótico tardio: A expressão artística torna-se menos ambiciosa, fruto da crise econômica e da Peste negra do século XIV a par com uma religião mais terrena e mundana praticada pelas ordens mendicantes.
Variantes decorativas:
Gótico lanceolado;
Gótico radiante, irradiante ou rayonnant: Uso de linhas radicais na traceria;
Gótico perpendicular: Uso de linhas perpendiculares;
Gótico flamejante: Definido pela exuberância da decoração escultórica nos edifícios arquitetônicos.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Páscoa na Alemanha - Tradição, cultura e arte


Para os cristãos, a Páscoa é comemorada como a ressurreição de Jesus Cristo. Seus principais símbolos são ovo e o coelho, representando a fertilidade.
No Brasil, a festa que reúne a família é voltada para a “comemoração do bacalhau e do chocolate”, poucos vivenciam e compreendem o real significado da ocasião. Geralmente transformada em uma celebração material.
Na realidade, o ovo e o coelho são figurações, ou falsos ídolos pagões para divertir crianças, ou mesmo para aumentar o consumo e favorecer o mercado.
É inegável a existência da arte na Páscoa, principalmente na cultura alemã. 
Na Alemanha, a Páscoa está relacionada a elementos da mitologia germânica. Segundo Jacob Grimm (um dos famosos irmãos Grimm) em seu livro sobre este assunto: “A primeira das grandes festas germânicas da primavera, representando a vitória do sol aquecedor sobre as trevas e o frio do inverno, é Ostern. Ela somente foi equiparada à festa de ressurreição de Cristo pela igreja na Idade Média”.
Ostern deriva de Ostara, que representa a deusa germânica da primavera. Outros deuses e deusas são cultuados na mitologia grega, ou mesmo na germânica como ídolos da fertilidade e renascimento. São eles: Astarte, Ishtar e Afrodite.
No sul do país, conhece-se há mais tempo a lenda dos ovos trazidos pelo coelho da Páscoa. Heidelberg Georg Franck encontrou registros de 1678 nos quais apresentam o hábito surgido há mais de 300 anos na Alsácia (França), no Palatinado e no Alto Reino (Alemanha).
O início da Páscoa na Alemanha é marcado quando os fiéis cobrem a cruz das igrejas.
Um hábito que se mantém vivo até hoje na Alemanha, é colorir os ovos de galinha. Costuma-se utilizar técnicas variadas para tal feito. Os ovos são esvaziados antes da pintura e, dependendo da habilidade de quem os decora, transformam-se em verdadeiras obras de arte, com direito a exposições especiais na época da Páscoa.
No café da manhã do sábado ou domingo, não podem faltar ovos de várias cores. Presenteá-los também faz parte da tradição. Os ovos adquirem outras utilidades como por exemplo a Osterzopf, uma rosca decorada, na qual depois de assada em forma de cordeiro, podem ser colocados ovos cozidos; a  Möhrencremesuppe, uma sopa de cenoura; o Osterbraten, o assado servido no domingo, que pode ser de qualquer tipo de carne; e de sobremesa churros, além de muitos biscoitos, bolos e doces.
Outro costume cultivado em algumas partes do país é a fogueira da Páscoa, o Osterfeuer. O fogo tanto é símbolo do sol, como a chama da fé, ligado à purificação.
Antigamente a “limpeza de Páscoa” na Alemanha começava no pátio da igreja, onde os fiéis juntavam restos de madeira, galhos e ramos secos que sobravam do Domingo de Ramos, para a grande fogueira a ser acesa na noite de sábado para domingo. Às vezes utilizava-se também árvores antigas de Natal.
Nesse Osterfeuer, acendia-se a Osterkerze, a vela da Páscoa, para a igreja às escuras em procissão, e os fiéis cantavam três vezes a canção “Lumen Christi”, a luz de Cristo.
Na Vestfália e no norte de Hessen desenvolveu-se um costume local, de origem germânica e, portanto pagã: enormes rodas de carvalho, com 1,70 m de diâmetro e mais de 20 cm de espessura, desfilam pela cidade, transportadas em carros de feno. A seguir, são levadas para o alto de um monte. Às 21 horas do sábado, são incendiadas e rolam montanha abaixo.
Fasching é uma espécie de carnaval realizado antes da época da Quaresma. A principal atração é o desfile de mascarados.
O Egg Hunt é um jogo que faz parte da tradição, assim como em outros países é amplamente apreciado. Os ovos são escondidos em vários locais da casa e do jardim, e as crianças são convidadas a procurar por eles. Quando a caça é longa, os prêmios podem ser indicados para o maior número de ovos coletados, ou para o maior ou melhor ovo.
Uma tradição atual é inserir nos ovos de chocolate ou de plástico confeitarias como balas de goma.
A dança do ovo de Páscoa é um jogo tradicional, em que os ovos são colocados no chão, e o objetivo é dançar entre eles sem danificá-los. No Reino Unido a dança é chamada de hip-ovo.
As tradições, cultura e arte fazem a diversão de milhares de pessoas em seus países; unindo-as.
E o gosto pelo chocolate é inegável. Porém, não podemos esquecer o espírito dessa data tão especial para nós Cristãos: o renascimento de Jesus Cristo.
Mesmo que com o passar dos anos o homem tenha modificado e criado novos termos e símbolos para identificá-lo. Transmitido de geração em geração, de país para país.
Os pais podem ensinar suas crianças a fantasiar, é saudável, mas devem ensinar desde cedo também, que a essência da Páscoa não é pagã. 

O coelhinho da Páscoa

Um poema de
Josephine M. Todd, 1909
Há uma história muito engraçada,
Cerca de um coelho de brinquedo,
E as coisas maravilhosas que ela pode fazer;
Toda manhã de Páscoa brilhante,
Sem aviso,
Ela ovos de cores, vermelho, verde ou azul.
Alguns ela cobre com pontos,
Alguns curiosos com pequenos pontos,
E alguns com estranhas cores misturadas, também
Vermelho e verde, azul e amarelo,
Mas cada um diferentemente do seu colega
Os ovos de todos os matizes.
E é estranho, pois as pessoas dizem:
Que em nenhum outro dia
Em todos durante todo o ano,
Será que este coelho maravilhoso,
Tão ocupado e engraçado,
ovos de cor de cada matiz.
Se esta história é dúvida
Ela encontrará logo para fora,
E o que você acha que ela vai fazer?
Na manhã de Páscoa próxima
Ela vai trazer-lhe sem aviso,
Os ovos de todos os matizes.

Pedro Coelho

Por Beatrix Potter
Lá vem Pedro Coelho,
Hoppin a trilha do coelho,
Hippity, hoppity, Hippity, hoppity,
Páscoa em seu caminho.

cada Causando Cestas menina e um menino cheio de alegria pascal,
Coisas para fazer a sua Páscoa brilhante e alegre.
Ele tem jujubas para Tommy,
ovos coloridos para irmã Sue
Há uma orquídea para a mamãe
E um gorro de Páscoa, também.

Ah, lá vem Pedro Coelho,
Hoppin a trilha do coelho,
Hippity, hoppity, Hippity, hoppity,
Feliz dia de Páscoa.

Lá vem Pedro Coelho,
Hoppin a trilha do coelho,
Olhe para ele parar,
E ouvi-lo dizer: 


"Tente fazer as coisas que você deveria."
Talvez se você é bom extra,
Ele vai rolar lotes de ovos de páscoa do seu jeito.
Você vai acordar na manhã de Páscoa
E você vai saber que ele estava lá
Quando você encontrar os coelhinhos chocolate
Que ele está se escondendo em todo lugar.
Ah, lá vem Pedro Coelho,
Hoppin a trilha do coelho,
Hippity, hoppity, Hippity, hoppity,
Feliz dia de Páscoa. 




CURIOSIDADES:

Significado da palavra Páscoa:

O feriado da Páscoa é, possivelmente, o nome de Eostre, a deusa pagã da primavera e da fertilidade. O significado da palavra Páscoa é utilizada apenas para o feriado em Inglês e Alemão. Na maioria das línguas, o nome para a Páscoa é tomada a partir da palavra hebraica "Pessach" que significa "Páscoa". Em alguns outros países, é baseado nas palavras de "ressurreição" ou simplesmente "grande dia".


Ovos decorados em outros países:

Fabergé eggs were commissioned by Czar Alexander III of Russia as an Easter surprise for his wife Maria Fyodorovna ovos Fabergé foi encomendado pelo Czar Alexandre III da Rússia como uma surpresa de Páscoa para sua esposa Maria Feodorovna


O Ovo e o Coelho:

O costume de se procurar os ovos de Páscoa no jardim também estaria baseado na crença dos germanos e de outros povos antigos de que o ovo é o símbolo da fertilidade e da nova vida em crescimento. Já o coelho, símbolo de fertilidade na mitologia grega, só é conhecido como "coelho da Páscoa" no norte da Alemanha há cerca de cem anos. No entanto, o coelho é o animal sagrado atribuído tanto a Afrodite, a deusa do amor dos romanos, como a Ostara.

 


quinta-feira, 31 de março de 2011

Variação do Barroco: Barrocodélico no Brasil

O termo Barroco em si, designa o estilo que parte das artes plásticas e atinge seu apogeu na literatura. Este movimento foi marcante no Brasil, durante o período de 1601 e 1768.
A história do Barroco começa na idade média, e tem a igreja como protagonista em ações políticas, sociais e econômicas. Contrariando os ideais de humildade e simplicidade da doutrina cristã, alguns elementos da igreja nela se infiltraram com o intuito de participar do status alcançado através da atuação clerical, para então viver como senhores nobres ou pecadores contumazes.
Houve então, uma cisão na classe eclesiástica, concretizada pela reforma protestante de Martinho Lutero iniciada em 1517, seguido de João Calvino, em 1532.
Com a intensão de eliminar os abusos que haviam afastado tantos fiéis, a igreja organizou a contra-reforma, então foi convocado o Concílio de Trento (1545-1563), que deveria objetivar o restabelecimento da disciplina do clero e a reafirmação dos dogmas e crenças católicos. Fora então criado a Index Librorum Prohibitorum, ou seja, a Congregação do Índex que visava censurar livros contrários à doutrina católica. Assim, inquisição é reorganizada para o julgamento de cristãos, hereges e judeus acusados de não seguirem a doutrina da igreja, estabelecendo-se a tortura e a pena de morte.
Para conciliar o espiritualismo medieval e o humanismo renascentista, houve uma tensão entre o teocentrismo e o antropocentrismo. O equilíbrio entre ambas criou o estilo Barroco.
Vários artistas contribuíram para essa fase, que vem se modernizando há séculos. Na literatura barroca, destacam-se: Gregório de Mattos e Guerra, Francisco Rodrigues Lobo, Antônio Vieira, Manuel Botelho de Oliveira, e Augusto Frederico Schmidt.

Passa a saudade do que foi e é morto.
Passa a glória que eu quis e me fugiu.
Passam as próprias visões do mundo e a vida,
E é sonho quanto tive em minhas mãos.

Passam as flores nascidas mais perfeitas.
Passa a beleza, e a dor, passam tormentos.
Passa essa angústia diante o eterno nada.
Que não passa, Senhor, todo momento?

De incerteza em incerteza, a vida corre,
E nos mudamos nós, de instante em instante.
O que foi, ele próprio, sofre muda.

Só não passa este amor tão passageiro.
Só não muda este amor que é tão mudável.
Só este amor incerto é certo em mim.

SCHMIDT, Augusto Frederico. “Soneto”. In: Eu te direi as grandes
palavras. Rio de Janeiro, J. Aguilar/Brasília, INL, 1975. p. 73


As características do Barrocodélico, configuram quadros extremamente expressivos, com várias dimensões artísticas, recriando o estilo Barroco.
Há uma certa dramaticidade e o gosto pela grandiosidade nas figuras, provocada pelas cores fortes, texturas e volume, remetendo ao Pop Art (Estados Unidos – década de 50).
São misturadas figuras católicas à originalidade de artistas brasileiros, que através dos séculos foram moldando esse estilo em esculturas pitorescas. 
Aleijadinho, Antônio Francisco Lisboa e tantos outros que tiveram suas obras consagradas, foram renovados em traços e cores psicodélicas.
As obras que predominam nessa modernização são inspirações de: Passos da Via Sacra, Ceia, Horto, Prisão, Flagelação, Coroação, Cruz às costas e Crucificação.
Simone Ribeiro é uma das artistas desse gênero, suas obras, expostas há tempos nas capelinhas do conjunto monumental da cidade de Congonhas, com sua matriz e os doze profetas, foram à público, demonstrando todo o seu glamour.
As cores intensificadas são o vermelho e o azul, mas todas as cores que neles predominam demonstram não só os sentimentos da artista, mas também, o contexto histórico da época.
Há a incumbência divina não só de preservar a originalidade das obras, mas também de criar novas e inusitadas associações.



segunda-feira, 21 de março de 2011

Cantinho dos Quadrinhos

As HQs ou Histórias em Quadrinhos, tiveram início no Brasil (século XIX), o estilo dos cartuns, charges ou caricaturas eram satíricas. Mais tarde surgiram as populares tiras, que estabeleceram-se até hoje.
Já no século XX, houve o começo das publicações das revistas em quadrinhos. Apesar de nosso pais apresentar grandes artistas, a influência estrangeira foi sempre predominante, e o mercado editorial começou a publicar quadrinhos japoneses, americanos e europeus.
Atualmente o Mangá destacou-se com suas diversas facetas: Super Sentai, Metal Hero, Gekigá, Kaiju, o mangá de terror e tantos outros que divertem o público.
No caso dos comics alguns já conquistaram fama internacional como X-Men, Mulher Maravilha e outros.
Sob a influência da rebeldia contra a ditadura durante os anos 1960 e mais tarde de grandes nomes dos quadrinhos underground nos anos 80 (muitos dos quais ainda em atividade), a tira brasileira ganhou uma personalidade muito mais "ácida" e menos comportada do que a americana.
Como charge, circulou o primeiro desenho em 1837, vendida separadamente como uma litografia, de autoria de Manuel de Araújo.
Nos idos de 1960, foi lançada uma revista em quadrinhos com temas e personagens bem brasileiros. A Turma do Pererê continha ilustrações do Ziraldo (autor de O Menino Maluquinho). O personagem principal era um saci. As aventuras tinham um fundo ecológico e educacional.
Com o golpe militar, houve uma nova onda de moralismo. Esse movimento inspirou novas publicações jornalísticas cheias de charges, como O Pasquim que, embora perseguido pela censura, criticavam a ditadura incansavelmente.
Nos anos 80, foi consolidado o trabalho artístico de diversos quadrinistas brasileiros, tais como Angeli, Glauco e Laerte, que ajudaram a estabelecer os quadrinhos underground no Brasil.
Na década de 1990, a História em Quadrinhos no Brasil ganhou impulso com a realização da 1ª e 2ª Bienal de Quadrinhos do Rio de Janeiro em 1991 e 1993 e a 3ª em 1997 em Belo Horizonte. Estes eventos, realizado em grande número dos centros culturais da cidade, em cada versão contou com público de algumas dezenas de milhares de pessoas, com a presença de inúmeros quadrinistas internacionais e praticamente todos os grandes nomes nacionais, exposições cenografadas, debates, filmes, cursos, RPG e todos os tipos de atividades.

Os desenhos, personagens e quadrinhos predominam em nossas vidas, nos divertem, e educam as crianças de nosso país.