sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Encontro de violeiros reúne terceira idade na Casa de Cultura

Neste último domingo, dia 21 de agosto, ocorreu o “Sertanejo sem mistura”, uma tarde com violeiros na Casa de Cultura Salvador Ligabue, situada no Largo da Matriz.
Internamente o local assemelha-se a um antigo celeiro: portas largas, um andar acima com uma estrutura de ferro comportando uma escada, bancos de madeira e almofadas coloridas.
Ao entrar, deparamo-nos com um mural cujas programações são impressas em cartazes e panfletos.
Logo à frente observam-se vários acentos dispostos em fileira, como em um auditório.
Um pequeno palco centralizado, um piano de madeira do lado esquerdo, três pedestais com microfone, duas caixas de som separadas e um amplificador.
No corredor esquerdo que faz divisa entre duas escadas, situa-se um mural com exposição permanente de fotos da antiga Freguesia do Ó.
A recepção é doce e amigável: distribuem-se balas de mel e pirulitos.
Os instrumentos musicais são afinados, um som agudo e estridente sai das caixas de som, e um músico reclama do barulho.
Devagar as pessoas vão chegando e acomodando-se nas cadeiras.
A música começa logo de início, e o público da terceira idade se anima batendo palmas.
Uma criança com uma sanfona e um violão de brinquedo, corre de um lado para o outro e faz farra por entre os cantores. Sua mãe, a produtora do evento, dança com ele e cuida para que não faça arte.
Com extrema irreverência que contagia, o apresentador Jorlando Duarte faz piadas, comenta sobre futebol e anima o povo.
No intervalo das apresentações, são tocadas músicas sertanejas de raiz dos anos 80, e distribuídos CDs e DVDs para quem adivinhar o nome do cantor.
Várias duplas apresentam-se. Cantam e tocam divinamente – um prato cheio para quem gosta de sertanejo raiz – suas vozes são graves e afinadas, e seus repertórios vasto.
No meio do festejo, o Subprefeito da região e o Vereador Claudinho divulgam a programação da comemoração ao aniversário de 431 anos da Freguesia.
Um fotógrafo registra todos os momentos para o jornal.
O encerramento dá-se por meio da música Ave Maria, tocada no violão de forma esplendorosa; comovendo a todos.
A entrevista realizada com o orientador Henrique, fora concedida antes do término do evento.
Procuramos uma sala quieta, já que a música tomava conta de todos os ambientes.
Ao subirmos as escadas, deparamo-nos com um ensaio de dança cigana.
Muitos jovens dançavam alegres e vibrantes, com roupas coloridas e suas mães as assistiam em um pequeno auditório.
A “sala da entrevista” possuía uma comprida mesa branca, desenhada à mão com símbolos, e à frente um painel com mangás e várias mensagens escritas.
Era a oficina de desenho artístico.
Henrique, um senhor de aparência tímida, contou pouca coisa, já que segundo ele, o coordenador Jarbas Mariz Martins era quem deveria responder às perguntas.
Durante a rápida entrevista, disse-me que a Casa de Cultura surgiu em 1993.
Segundo ele, “Na falta de um espaço para divulgação, surgiu à Casa de Cultura, e hoje é um ponto de referência”.
Explanou sobre as atividades organizadas: oficina de teatro, oficina de expressão corporal para deficientes físicos, encontro da melhor idade, oficina de tai chi chuan, oficina de capoeira, oficina de balé clássico, oficina de dança de salão, oficina de dança cigana e oficina de desenho artístico.
No término da entrevista, andamos por toda a Casa de Cultura.
Pude constatar que além de ser um espaço cultural mantido pela Prefeitura de São Paulo, é também um lugar de refúgio para àqueles que procuram diversão e arte.
Ao ver a expressão de satisfação impressa na face de cada cidadão presente, no final do evento, percebi que o povo brasileiro, trabalhador sofrido, é carente de cultura.
E que a Casa de Cultura é um lugar especial que “abriga” a todos, independente de sua classe social ou idade.
São ações dessa magnitude que fazem a diferença na vida do povo.


A programação referente à comemoração aos 431 anos da Freguesia do Ó, começou no dia 24 deste mês e terminará dia 29, durante a "Sessão Solene".
  • Dia 07 – dom. às 16h
“Grupo Reviva Rap” Apresentação: Mamuti

  • Dia 18 - quinta-feira às 19h
Cine Clube Freguesia – Filme: “Quem quer ser um milionário” Direção: Danny Boyle

  • Dia 21 – dom. 15h
“Sertanejo sem mistura” Uma tarde com violeiros... Apresentação: Jorlando Durante

  • Dia 24 - quarta-feira 19h30min.
Abertura da festa de 431 anos da Freguesia do Ó
Escola de bailados Marisol
- Corpo de baile da CCSL (Cinthia Cavalcante);
- Dança cigana (Pablo Ramirez e Esmeralda Ramirez);
- Dança de salão (Prof. Luiz Carneiro).

  • Dia 25 - quinta-feira às 20h
- Show musical: Amigos da MPB;
- Kabelera;
- Alunos da escola de música BEG;
- Lançamento do livro “Infinitamente Você” de Elívio de Moraes;
- Vernissage da exposição do 7º encontro dos artistas plásticos da região.

  • Dia 26 - sexta-feira das 8h às 12h
 - Atendimento social:
Saúde, cidadania, corte de cabelo, massagem, etc.
Das 13h às 15h:
 - Palestra para melhor idade: Profissional (APCD) bucal
Das 15h às 17h:
 - Baile da saudade: Com o cantor André Ricardo e Ruan dos Teclados
  • Dia 29 - segunda-feira às 19h
“Sessão Solene”

 Veja mais em:
http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/subprefeituras/freguesia_brasilandia/noticias/?p=18284

http://letras.terra.com.br/gilberto-gil/16135/

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Contracultura - Moda, música e comportamento

Hair, um musical da Broadway lançado em 67, demonstrava em seu caráter a contracultura do pacifismo e da contestação.
Regido pelas frases de efeito “Paz e amor” e “Faça amor, não faça a guerra”, e veiculado pelo movimento hippie, mostra a face de uma época consolidada como “o poder da flor”.
Fora “governado” por jovens revolucionários que resistiram à ditadura e lutaram para a democratização e a quebra de paradigmas.
Como desejo de libertação, mulheres queimaram seus sutiãs em praça pública.
O universo hippie foi marcado intensamente pelo uso de roupas psicodélicas, estampas florais e calças boca de sino remetendo à descontração, mas também à liberdade de expressão.
A maquiagem composta por olhos marcados, fazia contraste com boca clarinha. Perucas eram o auge da moda, produzidas em diversas tonalidades e cores vibrantes.
Os representantes do movimento são: Jimi Hendrix, Raul Seixas e os Mutantes.














Os anos 60 chegam ao fim com o “Woodstock Music & Art Fair” um festival de rock que reuniu 500 mil pessoas para presenciar astros como The Who, Santana, Joe Cocker e Jimi Hendrix (o maior guitarrista de todos os tempos).


Neste mesmo ano, os Rolling Stones organizaram o Altamont Festival com a participação de Santana e Grateful Dead.
Pela infelicidade dos Stones, a segurança do show fora entregue à gangue violenta de motoqueiros Hell's Angels (Anjos do Inferno). Um desentendimento acarretou a quatro mortes.
Segundo John Lennon, em 1970, para a revista Rolling Stone: The dream is over (O sonho acabou).


No Brasil, a banda “Os Mutantes”, formado por Rita Lee e os irmãos Arnaldo e Sérgio Batista seguiam o caminho da contracultura.


Em uma sociedade repleta de regras e proibições, fora criada por meio da rebeldia uma válvula de escape que culminou com a ideologia: “sexo, drogas e rock and roll”. O jeans rasgado agressivo, entrava em cena juntamente com a camiseta preta proveniente dos metaleiros cabeludos.
Através do rock, as gerações inseriram seu estilo de vida e sentimentos de amor e ódio na música, de maneira real.
Os jovens libertavam-se de qualquer amarra que a sociedade lhes impunha.
No começo dos anos 80, as bandas que deram início ao movimento Hard Rock foram AC/DC, Scorpions, Metallica, Kiss, Aerosmith e Van Halen.

Kurt Cobain (1967 – 1994) a frente da banda Nirvana, inaugurou nos anos 90 o Grunge, o último grande movimento do rock. A música independente é a quarta na linha: hardcore punk, heavy metal e rock alternativo.
Caracterizava o estilo calças rasgadas, camisa xadrez e All Stars.


Toda essa cultura dera inspiração aos estilistas que criam cada vez mais estilos modernos e jovens de vestir.
Algumas marcas e estilistas famosos são: Cavalera, Christian Dior, Chanel, e outras.
Retrocedem aos anos 60 e 70, para utilizar as cores neon inspiradas no “visu” hippie como verde, laranja, e roxo para compor peças, acessórios e até mesmo esmaltes inovadores e chiques.

















A palavra de ordem para esse novo século é a desordem, ou a desconstrução da imagem.
Aquele tempo em que as mulheres combinavam o sapato com a bolsa está ultrapassado; brega como dizem.
Hoje em dia tudo é válido, desde que haja harmonia entre as peças.
O recurso mais utilizado é  a descontração, sem medo de errar, o jogo de vestes para compor um look retrô.
As sapatilhas entram em cena com tudo, confortáveis e bonitas deixam o visual mais despojado.



















A peça curinga em um guardarroupa é a calça de couro preta, inspirada no estilo rock' n roll, substitui as calças jeans.
As camisas brancas, provenientes do mundo masculino, ganham um ar mais sofisticado para as mulheres com coletes de sobreposição.
O frisson da temporada são os cabelos coloridos, especialmente as variações do pink. São cobiçadas por muitas garotas que buscam liberdade e ousadia.









Novas tribos surgiram e movimentos que expressam o universo das baladas e casas noturnas.
São exemplos o underground e o clubber. Voltados à tendência das tatuagens e piercings.
A mídia é a grande responsável por transmitir cultura e tornar os jovens mais antenados à esse “Fashionismo”.
Na década de 60, a revista VOGUE voltou-se ao público jovem e à revolução sexual da época.
Em 1975, lançou a edição brasileira, com foco na moda, celebridades, diversão e atualidade.
Considerada a “Bíblia da moda”, desde 1988, faz a cabeça de muitas mulheres, e seus produtos são cultuados como objeto de desejo.


A Hora e a Vez do Cabelo Nascer

Os Mutantes

Composição: Arnolpho Lima Filho
Venha ver as minhas cores
Ah... tá na hora do cabelo nascer
Hateei o meu cabelo
Ah... foi ai só que
Fiquei sabendo das coisas
O meu cabelo é verde-amarelo
Violeta e transparente
A minha caspa é de purpurina
Minha barba azul-anil
Venha ver as minhas cores
Ah, tá na hora do cabelo nascer