sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Ritmo e Gingado inesquecíveis - A pequena notável

"Sem voz, sem virtuosismo algum, Carmen brilhava à base de três coisas: inteligência, graça e sensibilidade!"
Cronista Antônio Maria

Carmen Miranda possuía um gingado digno de uma baiana, uma falsa baiana nascida em Portugal, mas que levava consigo a alegria e o colorido brasileiro.
Com apenas 1,50 de altura, a pequena notável foi uma mulher revolucionária para os paradigmas de sua época. Desbocada, utilizava a mesma linguagem dos homens para ser respeitada. Logo aderiu às calças compridas lançadas por Marlene Dietrich, e chocava com suas declarações.
Percussora do tropicalismo, Carmen foi uma cantora e atriz luso-brasileira que viveu entre os anos de 1909 e 1955.
Batizada em Portugal como Maria do Carmo Miranda da Cunha, veio para o Brasil após seu nascimento. Aqui, cresceu no Rio de Janeiro, em meio à boemia.
Sua carreira artística transcorreu pelo Brasil e Estados Unidos entre 1930 e 1950.
Mayirink Veiga, a primeira rádio merecedora de sua bela voz, a contratou por dois contos de réis ao mês, algo em torno de mil reais.
Em 1930, após gravar a marcha “Pra Você Gostar de Mim” de Joubert de Carvalho foi condecorada como “a maior cantora brasileira”.
Carmen estreou no cinema com o filme Alô, Alô Carnaval, em 1936, passou a fazer parte do elenco do Cassino da Urca e recebeu um convite para atuar nos EUA.
No auge do sucesso, foi detentora do maior salário até então pago a uma mulher.
No Brasil, ganhou apelidos como: pequena notável, cantora do it e ditadora risonha do samba.
Casou-se com o americano David Sebastian, em 17 de março de 1947, depois de namorar vários atores norte-americanos, entre eles John Wayne e Dana Andrews, e o músico brasileiro Aloysio de Oliveira.
Segundo os biógrafos, Carmen foi conduzida à dependência química e ao alcoolismo após o casamento.
Aos 46 anos, a pequena notável tem um ataque cardíaco, e conforme sua vontade é enterrada no cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro.
Prestigiada por milhões de pessoas, o último adeus à artista risonha e vibrante foi ao som de muito samba.



Pra Você Gostar De Mim

Taí, eu fiz tudo p'rá você gostar de mim
Ah! meu bem, não faz assim comigo não! (est.)
Você tem, você tem que me dar seu coração!
Meu amor não posso esquecer
Se dá alegria faz também sofrer
A minha vida foi sempre assim
Só chorando as mágoas que não têm fim
Essa história de gostar de alguém
já é mania que as pessoas têm
Se me ajudasse Nosso Senhor
eu não pensaria mais no amor

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Arte em abóboras no Dia das Bruxas

O Dia das bruxas é celebrado no Brasil, no dia 31 de Outubro.
Trata-se de uma comemoração proveniente de povos antigos, não se sabe ao certo, mas muitas histórias referentes à sua real origem são contadas.
Com forte influência do Halloween norte-americano, a famosa frase “gostosuras ou travessuras” é mencionada por muitas crianças que de casa em casa pedem balas e outros tipos de doce.
Figurinos, e símbolos como: abóboras, velas, morcegos, vampiros, fantasmas, bruxas, vassouras e gatos pretos compõem esse universo surreal do dia das bruxas.


 
 Talvez a história mais tenebrosa seja aquela na qual se justifica o símbolo da abóbora.
Jack era um homem que enquanto vivo aprisionava o diabo em vários locais, entretanto por ser alcoólatra morreu.
Devido às suas constantes humilhações ao diabo, sua entrada foi proibida tanto no céu, quanto no inferno.
Conta à lenda que a alma de Jack perambula pelo mundo, e as abóboras com velas dentro servem para iluminar seu caminho.

A famosa carranca na abóbora foi modificada por escultores, que atribuíram um novo gênero para o assustador símbolo.

Nas mãos de Alex Wer, 44 anos, elas representam personagens e protagonistas de filmes em diversas categorias: heróis, vilões, horror, star wars, suspense, musicais e até mesmo Steve Jobs.

Outro artista Ray Villafame conservou a imagem aterrorizante das abóboras, com muita criatividade.




Se a história de Jack fosse verdadeira, com Alex Wer e Ray Villafame não haveriam problemas para nosso personagem encontrar o caminho de casa, seja ele qual for.

Isso é o Halloween

Sombra
Garotos e garotas de todas as idades
Vocês não gostariam de ver algo estranho?

Sombra siamesa
Venham conosco e vocês verão
Essa, nossa cidade de Halloween

Coral de abóboras
Isso é o Halloween, isso é o Halloween
Abóboras gritam na calada da noite

Fantasmas
Isto é o Halloween! Todos fazem uma cena
Gostosuras ou travessuras até os vizinhos morrerem de medo
Esta é nossa cidade, todos gritam
Nossa cidade do Halloween...

Criatura embaixo da cama
Sou aquele que se esconde debaixo da sua cama
Dentes afiados e brilhantes olhos vermelhos

Homem embaixo das escadas
Eu sou aquele que se esconde debaixo da sua escada
Dedos como cobras e aranhas no meu cabelo

Coral de cadáveres
Isto é o Halloween, isto é o Halloween

Vampiros
Halloween! halloween! halloween! halloween!
Nessa cidade, que chamamos de lar
Todos aclamam a canção da abóbora

Prefeito
Nessa cidade, nós não a amamos agora?
Todos estão esperando pela próxima surpresa

Coral de cadáveres
Na esquina, um homem se esconde na lata de lixo
Algo está esperando agora para atacar e como você vai gritar...

Demonio arlequim, lobisomem e homem derretido
Gritar! Isto é o Halloween!
Vermelho e preto, verde viscoso

Lobisomem
Você não está com medo?

Bruxas
Bem, isso é ótimo!
Diga uma vez, diga duas vezes,
Aproveite a oportunidade e role os dados
Passeie com a lua na calada da noite

Árvore com enforcados
Todos gritam, todos gritam

Homem enforcado
Na nossa cidade do Halloween

Palhaço
Sou o palhaço com a lágrima no rosto
Aqui em um flash e lá sem deixar rastro

Segundo ghoul
Sou o "Quem" quando você pergunta "Quem está aí?"
Sou o vento soprando no seu cabelo

Sombra oogie boogie
Sou a sombra na lua à noite
Enchendo seus sonhos até a borda com terror

Coral de cadáveres
Isto é o Halloween, isto é o Halloween!
Halloween! Halloween! Halloween! Halloween!
Halloween! Halloween!

Trio de crianças cadáveres
"Tender Lumplings" em todo lugar
A vida não é divertida sem um bom susto!

Pais cadáveres
Esse é nosso trabalho, não somos maus
Na nossa cidade do Halloween

Coral de cadáveres
Nessa cidade

Prefeito
Nós não a amamos agora?

Prefeito com coral de cadáveres
Todos estão esperando pela próxima surpresa

Coral de cadáveres
Jack Esqueleto pode te pegar por trás
E gritar como um banshee
Fazer você pular fora da sua pele
Isto é o Halloween! Todos gritam
Você não vai, por favor, abrir caminho para um cara muito especial

Nosso cara Jack é rei da Abóbora Remendada
Todos saudem o Rei da Abóbora agora

Todos
Isso é halloween, isso é halloween
Halloween! halloween! halloween! halloween!

Trio de crianças cadáveres
Nessa cidade, que chamamos de casa
Todos saudem a canção da abóbora!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Encontro de violeiros reúne terceira idade na Casa de Cultura

Neste último domingo, dia 21 de agosto, ocorreu o “Sertanejo sem mistura”, uma tarde com violeiros na Casa de Cultura Salvador Ligabue, situada no Largo da Matriz.
Internamente o local assemelha-se a um antigo celeiro: portas largas, um andar acima com uma estrutura de ferro comportando uma escada, bancos de madeira e almofadas coloridas.
Ao entrar, deparamo-nos com um mural cujas programações são impressas em cartazes e panfletos.
Logo à frente observam-se vários acentos dispostos em fileira, como em um auditório.
Um pequeno palco centralizado, um piano de madeira do lado esquerdo, três pedestais com microfone, duas caixas de som separadas e um amplificador.
No corredor esquerdo que faz divisa entre duas escadas, situa-se um mural com exposição permanente de fotos da antiga Freguesia do Ó.
A recepção é doce e amigável: distribuem-se balas de mel e pirulitos.
Os instrumentos musicais são afinados, um som agudo e estridente sai das caixas de som, e um músico reclama do barulho.
Devagar as pessoas vão chegando e acomodando-se nas cadeiras.
A música começa logo de início, e o público da terceira idade se anima batendo palmas.
Uma criança com uma sanfona e um violão de brinquedo, corre de um lado para o outro e faz farra por entre os cantores. Sua mãe, a produtora do evento, dança com ele e cuida para que não faça arte.
Com extrema irreverência que contagia, o apresentador Jorlando Duarte faz piadas, comenta sobre futebol e anima o povo.
No intervalo das apresentações, são tocadas músicas sertanejas de raiz dos anos 80, e distribuídos CDs e DVDs para quem adivinhar o nome do cantor.
Várias duplas apresentam-se. Cantam e tocam divinamente – um prato cheio para quem gosta de sertanejo raiz – suas vozes são graves e afinadas, e seus repertórios vasto.
No meio do festejo, o Subprefeito da região e o Vereador Claudinho divulgam a programação da comemoração ao aniversário de 431 anos da Freguesia.
Um fotógrafo registra todos os momentos para o jornal.
O encerramento dá-se por meio da música Ave Maria, tocada no violão de forma esplendorosa; comovendo a todos.
A entrevista realizada com o orientador Henrique, fora concedida antes do término do evento.
Procuramos uma sala quieta, já que a música tomava conta de todos os ambientes.
Ao subirmos as escadas, deparamo-nos com um ensaio de dança cigana.
Muitos jovens dançavam alegres e vibrantes, com roupas coloridas e suas mães as assistiam em um pequeno auditório.
A “sala da entrevista” possuía uma comprida mesa branca, desenhada à mão com símbolos, e à frente um painel com mangás e várias mensagens escritas.
Era a oficina de desenho artístico.
Henrique, um senhor de aparência tímida, contou pouca coisa, já que segundo ele, o coordenador Jarbas Mariz Martins era quem deveria responder às perguntas.
Durante a rápida entrevista, disse-me que a Casa de Cultura surgiu em 1993.
Segundo ele, “Na falta de um espaço para divulgação, surgiu à Casa de Cultura, e hoje é um ponto de referência”.
Explanou sobre as atividades organizadas: oficina de teatro, oficina de expressão corporal para deficientes físicos, encontro da melhor idade, oficina de tai chi chuan, oficina de capoeira, oficina de balé clássico, oficina de dança de salão, oficina de dança cigana e oficina de desenho artístico.
No término da entrevista, andamos por toda a Casa de Cultura.
Pude constatar que além de ser um espaço cultural mantido pela Prefeitura de São Paulo, é também um lugar de refúgio para àqueles que procuram diversão e arte.
Ao ver a expressão de satisfação impressa na face de cada cidadão presente, no final do evento, percebi que o povo brasileiro, trabalhador sofrido, é carente de cultura.
E que a Casa de Cultura é um lugar especial que “abriga” a todos, independente de sua classe social ou idade.
São ações dessa magnitude que fazem a diferença na vida do povo.


A programação referente à comemoração aos 431 anos da Freguesia do Ó, começou no dia 24 deste mês e terminará dia 29, durante a "Sessão Solene".
  • Dia 07 – dom. às 16h
“Grupo Reviva Rap” Apresentação: Mamuti

  • Dia 18 - quinta-feira às 19h
Cine Clube Freguesia – Filme: “Quem quer ser um milionário” Direção: Danny Boyle

  • Dia 21 – dom. 15h
“Sertanejo sem mistura” Uma tarde com violeiros... Apresentação: Jorlando Durante

  • Dia 24 - quarta-feira 19h30min.
Abertura da festa de 431 anos da Freguesia do Ó
Escola de bailados Marisol
- Corpo de baile da CCSL (Cinthia Cavalcante);
- Dança cigana (Pablo Ramirez e Esmeralda Ramirez);
- Dança de salão (Prof. Luiz Carneiro).

  • Dia 25 - quinta-feira às 20h
- Show musical: Amigos da MPB;
- Kabelera;
- Alunos da escola de música BEG;
- Lançamento do livro “Infinitamente Você” de Elívio de Moraes;
- Vernissage da exposição do 7º encontro dos artistas plásticos da região.

  • Dia 26 - sexta-feira das 8h às 12h
 - Atendimento social:
Saúde, cidadania, corte de cabelo, massagem, etc.
Das 13h às 15h:
 - Palestra para melhor idade: Profissional (APCD) bucal
Das 15h às 17h:
 - Baile da saudade: Com o cantor André Ricardo e Ruan dos Teclados
  • Dia 29 - segunda-feira às 19h
“Sessão Solene”

 Veja mais em:
http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/subprefeituras/freguesia_brasilandia/noticias/?p=18284

http://letras.terra.com.br/gilberto-gil/16135/

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Contracultura - Moda, música e comportamento

Hair, um musical da Broadway lançado em 67, demonstrava em seu caráter a contracultura do pacifismo e da contestação.
Regido pelas frases de efeito “Paz e amor” e “Faça amor, não faça a guerra”, e veiculado pelo movimento hippie, mostra a face de uma época consolidada como “o poder da flor”.
Fora “governado” por jovens revolucionários que resistiram à ditadura e lutaram para a democratização e a quebra de paradigmas.
Como desejo de libertação, mulheres queimaram seus sutiãs em praça pública.
O universo hippie foi marcado intensamente pelo uso de roupas psicodélicas, estampas florais e calças boca de sino remetendo à descontração, mas também à liberdade de expressão.
A maquiagem composta por olhos marcados, fazia contraste com boca clarinha. Perucas eram o auge da moda, produzidas em diversas tonalidades e cores vibrantes.
Os representantes do movimento são: Jimi Hendrix, Raul Seixas e os Mutantes.














Os anos 60 chegam ao fim com o “Woodstock Music & Art Fair” um festival de rock que reuniu 500 mil pessoas para presenciar astros como The Who, Santana, Joe Cocker e Jimi Hendrix (o maior guitarrista de todos os tempos).


Neste mesmo ano, os Rolling Stones organizaram o Altamont Festival com a participação de Santana e Grateful Dead.
Pela infelicidade dos Stones, a segurança do show fora entregue à gangue violenta de motoqueiros Hell's Angels (Anjos do Inferno). Um desentendimento acarretou a quatro mortes.
Segundo John Lennon, em 1970, para a revista Rolling Stone: The dream is over (O sonho acabou).


No Brasil, a banda “Os Mutantes”, formado por Rita Lee e os irmãos Arnaldo e Sérgio Batista seguiam o caminho da contracultura.


Em uma sociedade repleta de regras e proibições, fora criada por meio da rebeldia uma válvula de escape que culminou com a ideologia: “sexo, drogas e rock and roll”. O jeans rasgado agressivo, entrava em cena juntamente com a camiseta preta proveniente dos metaleiros cabeludos.
Através do rock, as gerações inseriram seu estilo de vida e sentimentos de amor e ódio na música, de maneira real.
Os jovens libertavam-se de qualquer amarra que a sociedade lhes impunha.
No começo dos anos 80, as bandas que deram início ao movimento Hard Rock foram AC/DC, Scorpions, Metallica, Kiss, Aerosmith e Van Halen.

Kurt Cobain (1967 – 1994) a frente da banda Nirvana, inaugurou nos anos 90 o Grunge, o último grande movimento do rock. A música independente é a quarta na linha: hardcore punk, heavy metal e rock alternativo.
Caracterizava o estilo calças rasgadas, camisa xadrez e All Stars.


Toda essa cultura dera inspiração aos estilistas que criam cada vez mais estilos modernos e jovens de vestir.
Algumas marcas e estilistas famosos são: Cavalera, Christian Dior, Chanel, e outras.
Retrocedem aos anos 60 e 70, para utilizar as cores neon inspiradas no “visu” hippie como verde, laranja, e roxo para compor peças, acessórios e até mesmo esmaltes inovadores e chiques.

















A palavra de ordem para esse novo século é a desordem, ou a desconstrução da imagem.
Aquele tempo em que as mulheres combinavam o sapato com a bolsa está ultrapassado; brega como dizem.
Hoje em dia tudo é válido, desde que haja harmonia entre as peças.
O recurso mais utilizado é  a descontração, sem medo de errar, o jogo de vestes para compor um look retrô.
As sapatilhas entram em cena com tudo, confortáveis e bonitas deixam o visual mais despojado.



















A peça curinga em um guardarroupa é a calça de couro preta, inspirada no estilo rock' n roll, substitui as calças jeans.
As camisas brancas, provenientes do mundo masculino, ganham um ar mais sofisticado para as mulheres com coletes de sobreposição.
O frisson da temporada são os cabelos coloridos, especialmente as variações do pink. São cobiçadas por muitas garotas que buscam liberdade e ousadia.









Novas tribos surgiram e movimentos que expressam o universo das baladas e casas noturnas.
São exemplos o underground e o clubber. Voltados à tendência das tatuagens e piercings.
A mídia é a grande responsável por transmitir cultura e tornar os jovens mais antenados à esse “Fashionismo”.
Na década de 60, a revista VOGUE voltou-se ao público jovem e à revolução sexual da época.
Em 1975, lançou a edição brasileira, com foco na moda, celebridades, diversão e atualidade.
Considerada a “Bíblia da moda”, desde 1988, faz a cabeça de muitas mulheres, e seus produtos são cultuados como objeto de desejo.


A Hora e a Vez do Cabelo Nascer

Os Mutantes

Composição: Arnolpho Lima Filho
Venha ver as minhas cores
Ah... tá na hora do cabelo nascer
Hateei o meu cabelo
Ah... foi ai só que
Fiquei sabendo das coisas
O meu cabelo é verde-amarelo
Violeta e transparente
A minha caspa é de purpurina
Minha barba azul-anil
Venha ver as minhas cores
Ah, tá na hora do cabelo nascer

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Literatura - A Expressão do Homem



"A Literatura é arte e só pode ser encarada como arte."
(Doutrina da arte pela arte, fins do século XIX)


Definição:

A palavra literatura designa textos que buscam expressar o belo e o humano através da palavra.
Trata-se dos textos que possuem efeitos estéticos, ou seja, há a preocupação em transmitir através das formas e conteúdo, emoção.
Como expressão do homem, é um importante meio de comunicação, pois nela há a exploração da linguagem.
Trabalha com o emocional humano, por meio dos sentimentos: desejos, angústias e prazeres. Demonstrando formas de agir, e contribuindo para o primordial, ou seja, a formação do homem.
Mais do que isso, garantindo o desenvolvimento intelectual, moral e ideológico.
A literatura também pode ser descrita como ficção, palavra originária do latim fictione que significa fantasia, criação.

Roger Caillos na sua Arte poética, refere-se ao início da literatura, no seguinte trecho:
A um mendigo cego, ao qual os passantes não davam quase nada, um desconhecido fez rapidamente ganhar muitas esmolas, substituindo o cartaz que carregava com os dizeres “cego de nascença” por outro: “a primavera vai chegar, eu não a verei”.

Divisão da Literatura:

Formas Literárias
Gêneros Literários
Poesia
Lírico (soneto, ode, balada, prosa lírica)
Ficção em prosa
Épico (epopéia e diferentes tipos de romance)
Peças de Teatro
Dramático (diferentes tipos de peças de teatro, monólogos dramáticos)

Didático (moral, político, filosófico)

Oratório (sermão, discurso)

Crítico (ensaio histórico, literário, filosófico)


Curiosidades:

“A divisão dos gêneros literários é originário de Platão e Aristóteles”.

“Os gregos usavam a palavra stylos para designar uma espécie de ponteiro com o qual escreviam em placas de argila”.


Segue abaixo, a divisão dos estilos de época e seus respectivos séculos:








Literatura certamente é um tema vasto, e ao ser estudado é necessário dividí-lo em períodos, pois sua imensidão teórica requer organização e foco. Características necessárias para que não haja desvio do tema.
Portanto, ao tratar de literatura, deve-se valer de cada estilo e gênero, e procurar desenvolvê-lo livremente, atrelado apenas à sua origem.

O Texto Poético

Desde os primórdios, uma das expressões da literatura é dada pela sonoridade das palavras, valorizando seus significantes.
Texto poético refere-se à poesia, poema e prosa.
A diferença entre poema e poesia está impressa nos sentimentos que cada um provoca.
O poema é a expressão de sensações e sentimentos; a poesia é resultante e provocadora de estímulos e emoções.
O poema também pode ser descrito pela sonoridade das rimas, assonâncias e aliterações; as figuras de linguagem, os ecos entre as palavras, etc.
Quando não há fronteiras entre poema e prosa, pelos recursos de linguagem utilizados para expressar emoções, surge o poema em prosa.

Segue uma estrofe do poema em prosa de Vinícius de Moraes, com a temática lírico-amorosa:
Para viver um grande amor, primeiro é preciso sagrar-se cavalheiro e ser de sua dama por inteiro – seja lá como for. Há que fazer do corpo uma morada onde clausure-se a mulher amada e postar-se de fora com uma espada – para viver um grande amor.

Atualmente os poetas utilizam o verso livre, de comprimento, métrica e ritmo variáveis.
A partir do Concretismo, houve uma descaracterização das formas tradicionais do poema, abolindo o verso linear, associando a comunicação verbal e visual e rompendo com a sintaxe tradicional e a disjunção das palavras.

Segue abaixo um poema concreto:


CAMPOS, Haroldo. “nascemorre”. Apud MENEZES, Philadelpho. Poesia Concreta e visual. São Paulo, Ática, 1998.

Saiba mais sobre o concretismo em:

Um ótimo lugar para tratar de poesia é a Casa das Rosas, Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura.
A 38º Quinta poética é o ponto de encontro dos amantes da boa poesia, reúne poetas consagrados e novos talentos.
São apresentadas diversas expressões artísticas como dança, música, artes plásticas e é claro, muita poesia.



Segue abaixo um poema de Carlos Ávila, poeta e jornalista brasileiro com parceria com a Casa das Rosas.

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segunda-feira, 27 de junho de 2011

Justificativa

Em virtude do último mês em que não postei artigo algum, segue a forma que encontrei de me redimir:
Passei por um período de transição e não pude cumprir com as obrigações sociais que me são inerentes.
Sendo assim, caso queiram, a próxima postagem será escolhida por vocês.
Na enquete ao lado, seguem alguns temas para meu próximo artigo.