quarta-feira, 21 de março de 2012

Arte Digital – A realidade virtual com interatividade e imersão



A arte digital configura-se no ambiente gráfico computacional. Trata-se de desenhos realistas feitos sob processos digitais e manipulação de bits, cuja base está fundamentada na net arte, web arte, vídeo arte, etc.
O artista digital compõe imagens, textos, sons ou conjuntos multimídia. Sua estrutura pode ser decomposta, recomposta, indexada, ordenada ou desordenada, associada com quaisquer outras.
Os desenhos digitais têm o objetivo de transmitir sentimentos e sensações por meio dos traços e texturas. Geralmente os desenhos são feitos para games ou mesmo animações gráficas.
Os esboços e desenhos feitos no paint ganham vida em programas de modelação 3D (3d Studio max), edição de fotografias (adobe photoshop, adobe ilustrator), animação (fireworks, flash), entre outros.
Existem diversas comunidades virtuais voltadas à divulgação da Arte Digital, dentre elas, Deviantart, CGsociety e Cgarchitect. E livros que dão suporte para o estudo como o “Arte Digital”, escrito por Wolf Lieser.
Diversos artistas contemporâneos utilizam o computador como uma tela de pintura, substituindo seus pincéis e pranchetas pelos instrumentos virtuais e muita habilidade.
O precursor da arte digital no Brasil é o renomado designer das vinhetas da Rede Globo, Hans Donner que tornou conhecido outros artistas como Lívia Burity, Fabio Sasso, Cristiano Siqueira, Rodrigo Francisco, Igor Giamoniano, Bruno Bravo, Alexandre Venera, Juliana Teodoro e Michel Victor. Cada qual com sua técnica específica.
Em Portugal, Bottelho iniciou com a técnica vetorial impressa em tela de grandes dimensões.
Existem também artistas talentosos porém não conhecidos como os citados anteriormente alguns exemplos são: Luiza McAllister, Alex de Freitas (Bibi-dos-Ventos), André de Freitas (Raqsonu) e J. Modesto (Modesto), que fazem a magia acontecer.


quarta-feira, 7 de março de 2012

Meu fim de semana - A arte pela arte

No dia quatro de março, minha mãe e eu fomos visitar a exposição dos painéis “Guerra e Paz” de Cândido Portinari no Memorial da América Latina.
Ao passar pelo acesso principal do metrô / estação Barra Funda, me deparei com um grande pátio a céu aberto. O calor do meio dia e o céu azul nos convidava para um ótimo passeio de domingo.

À minha direita havia uma biblioteca cujos livros e quadros eram dispostos em prateleiras para apreciação do público e possível venda.
À minha esquerda havia uma galeria onde foram expostos os estudos de Portinari. Desde jornais e cartas até esboços de pequenos desenhos feitos em anos distintos que depois juntos formariam sua grandiosa obra.
Decidi primeiro apreciar os esboços de Portinari na “Galeria Marta Traba e Espaço Educativo”.
Feitos primeiramente a lápis, rabiscados no mesmo sentido formando simples desenhos, porém bem traçados. Os mesmos foram depois ampliados e refeitos com tinta a óleo em madeira, tornando-se admiráveis quadros.
Aqueles que chamaram minha atenção não puderam ser fotografados, já que os seguranças impediam que imagens fossem registradas. Porém a astúcia de uma estudante de jornalismo falou mais alto. Consegui uma foto da “Fera” um esboço feito no ano de 1955.

Não tive tanta sorte com os outros que gostei: “A morte cavalgando” de 1955, “Mãe” de 1955, “Mulher chorando” de 1956-1958, “Morto” de 1958, “Mãos Entrelaçadas” de 1955, “O menino brincando” de 1955 e dois quadros diferentes um denominado “Paz” de 1952 e o outro “Guerra” do mesmo ano.
Os dramáticos desenhos representam a agonia de mães que perderam seus filhos na Guerra e os mortos que dela restaram. E a felicidade que reina de uma “Terra de paz” com pessoas em comunhão, dançando em roda e brincando.
Havia escrituras nas paredes enaltecendo a obra de Portinari e sua vida.
Segundo Jorge Amado, “Cândido Portinari nos engrandeceu com sua obra de pintor. Foi um dos homens mais importantes do nosso tempo, pois de suas mãos nasceram a cor e a poesia, o drama e a esperança de nossa gente.
Com seus painéis, ele tocou fundo em nossa realidade. A terra e o povo brasileiros – camponeses, retirantes, crianças, santos e artistas de circo, os animais e a paisagem – são a matéria com que trabalhou e construiu sua obra imorredoura”.
Para Cecília Meireles, “Há muito tempo Portinari ensaiava o gesto de pintar fora dos quadros (...), de dar vôo aos passarinhos pintados e construir flores que desabrochassem todas as manhãs e adormecessem todas as noites. Compreende-se que os segredos da terra estivessem dentro dele, com as cores do mundo separadas, para que ele as reunisse nas suas invenções sobre telas”. Foi apresentado também um curta-metragem com a vida do artista.
Depois de passar pela “Galeria Marta Traba e Espaço Educativo” fui ao “Salão de Atos Tiradentes” onde peguei uma fila considerável, mas rapidamente entramos no salão principal.
O ambiente era escuro, os painéis “Guerra e Paz” estavam de lados opostos. Eram grandes demais. Os seus 14 X 10m faziam as pessoas curvarem as cabeças para apreciá-las. Pareciam dois monumentos, duas obras majestosas encantavam as crianças que deitavam no chão para não perder um só detalhe. Suas mães e pais contavam a história de Portinari e explicavam o que eram os murais.
Os adultos e jovens reunidos em círculos pareciam fascinados, risonhos e não paravam de tirar fotos. Neste ambiente, as fotos sem flash eram permitidas.
Após alguns minutos, fomos convidados a assistir novamente a um curta-metragem cujo narrador apresentava as obras de Portinari e explicava cada figura dos painéis com uma música de fundo que nos trazia fortes emoções como o medo e a tristeza da guerra e tranqüilidade da paz.
O último lugar a ser visitado, foi a Biblioteca Latino Americana, em que pude constatar a presença de outras grandes obras como livros e quadros.
Após o almoço, decidimos aproveitar à tarde num passeio ao ar livre no Parque Dr. Fernando Costa, localizado na Av. Francisco Matarazzo.
O parque é um local de natureza vasta e exuberante, com espaços para leitura e exercícios para a terceira idade. Além de atrações como o Aquário, a Arena, a Casa de Caboclo, e a Biblioteca.
É um passeio para a família, sendo que podemos encontrar pessoas de todas as idades.
Neste domingo a atração era o samba de roda. Nós conversávamos à sombra das árvores, tomávamos água de coco e fazíamos amizade ao som de sambas antigos e românticos como “Carinhoso” de Marisa Monte.
Tocados magistralmente por experientes violonistas, saxofonistas e flautistas. A célebre manifestação artística fazia suspirar um jovem casal de namorados.



As mulheres maduras cantarolavam baixinho em coro e os homens se balançavam no ritmo da música.
Após algumas horas, com o tempo já ameno, andávamos pelo parque quando avistamos galos, galinhas e seus pintinhos ciscando. Uma das atrações naturais do parque é dar pipoca ou pão aos animais e às vezes fotografá-los.
Um cardume de peixes coloridos, bela criação da natureza, se amontoava no lago para receber comida, e os cisnes faziam festa por conta do calor.
O dia terminou com o cansaço em nossas pernas, mas com o maravilhoso sentimento de percepção das coisas comuns que passam despercebidas e são perfeitas, belas e que devemos compartilhá-las sem receber nada em troca. Aprendemos o real significado da arte pela arte.




Os painéis Guerra e Paz representam sem dúvida o melhor trabalho que eu já fiz...
...Dedico-os à humanidade...

Cândido Portinari, 1957

sexta-feira, 2 de março de 2012

Ateliê de Portinari em São Paulo

A rara exposição de Cândido Portinari está em cartaz no Memorial da América Latina, e ficará aberta ao público gratuitamente até o dia 21 de abril.

Guerra e Paz

A proposta da exposição é trazer obras de formação do grande pintor brasileiro, dentre elas pinturas, desenhos, fotos, cartas, pesquisas, estudos e objetos usados pelo artista.
Os painéis de “Guerra e Paz” e outras obras foram um presente do governo brasileiro para a sede das Nações Unidas, em Nova Iorque.  As obras foram restauradas no Brasil e aproveitadas para a exposição a estudantes, estudiosos e ao público em geral.
As obras de Guerra e Paz têm 14 metros de altura e 10 de largura, foram pintados após a Segunda Guerra Mundial entre os anos de 1952 e 1956, por Cândido Portinari, e representa uma crítica das tragédias sociais da época.
Suas pinturas misturam cubismo, surrealismo, a arte dos pintores mexicanos e a arte figurativa. Resultando na arte moderna.

Vida e Obra de Portinari

O Lavrador de Café
Cândido Torquato Portinari (1903 - 1962), foi um artista brasileiro de renome internacional. que pintou quase cinco mil obras de grandes proporções. Dentre elas destacam-se O Lavrador de Café, os painéis Guerra e Paz e a Via Sacra; composta de 14 quadros.
Filho de imigrantes italianos, Portinari nasceu em 1903 em São Paulo. Apresentava vocação artística desde a infância. Não pode completar o ensino primário, porém aos 14 anos começou a ajudar pintores e escultores italianos na restauração de igrejas.
Aos 15 anos, partiu para o Rio de Janeiro em busca de conhecimento na Escola Nacional de Belas Artes. Começa então a demonstrar aptidão, e aos 20 anos participa de diversas exposições.
Morou dois anos em Paris, onde teve contato com artistas como Von Dongen e Othon Friesz, além de conhecer Maria Martinelli, uruguaia de 19 anos, com quem Portinari se casou.
Auto-retrato de Cândido Portinari
Em 1946, Portinari volta ao Brasil com novas idéias e muda completamente a estética de sua obra. Dedica-se então, a pintar murais e afrescos.
A imprensa sempre muito entusiasmada com o dom de Portinari expõe em 1939, três telas no Pavilhão Brasil da Feira Mundial em Nova Iorque. Os murais chamam atenção de Alfred Barr, diretor geral do Museu de Arte Moderna (MoMA).
Na década de 40, Portinari pinta dois murais para a Biblioteca do Congresso em Washington. Seu estilo muda novamente após contemplar a obra “Guernica” de Pablo Picasso.

Em 1951 Portinari retorna ao Brasil. No mesmo ano ocorre a 1ª Bienal de São Paulo com exposições destacando uma sala particular.
Em 1954 o artista apresentou grave intoxicação pelas tintas que usava, mas mesmo proibido pela medicina, continuou a pintar.
No início do ano de 1962, Portinari é convidado à Milão para uma grande exposição com 200 telas.
A vida de Portinari tem fim no dia 06 de Fevereiro do mesmo ano. O consagrado artista brasileiro morre envenenado por suas tintas.

Onde encontrar:

A exposição ocorre no Memorial da América Latina, na Avenida Auro Soares de Moura Andrade 664 – Barra Funda.
Para maiores informações contatar pelo telefone: 3823-4600
De terça à domingo e feriados das 9h00 às 18h00
Lembrando que o evento é gratuito


sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Ritmo e Gingado inesquecíveis - A pequena notável

"Sem voz, sem virtuosismo algum, Carmen brilhava à base de três coisas: inteligência, graça e sensibilidade!"
Cronista Antônio Maria

Carmen Miranda possuía um gingado digno de uma baiana, uma falsa baiana nascida em Portugal, mas que levava consigo a alegria e o colorido brasileiro.
Com apenas 1,50 de altura, a pequena notável foi uma mulher revolucionária para os paradigmas de sua época. Desbocada, utilizava a mesma linguagem dos homens para ser respeitada. Logo aderiu às calças compridas lançadas por Marlene Dietrich, e chocava com suas declarações.
Percussora do tropicalismo, Carmen foi uma cantora e atriz luso-brasileira que viveu entre os anos de 1909 e 1955.
Batizada em Portugal como Maria do Carmo Miranda da Cunha, veio para o Brasil após seu nascimento. Aqui, cresceu no Rio de Janeiro, em meio à boemia.
Sua carreira artística transcorreu pelo Brasil e Estados Unidos entre 1930 e 1950.
Mayirink Veiga, a primeira rádio merecedora de sua bela voz, a contratou por dois contos de réis ao mês, algo em torno de mil reais.
Em 1930, após gravar a marcha “Pra Você Gostar de Mim” de Joubert de Carvalho foi condecorada como “a maior cantora brasileira”.
Carmen estreou no cinema com o filme Alô, Alô Carnaval, em 1936, passou a fazer parte do elenco do Cassino da Urca e recebeu um convite para atuar nos EUA.
No auge do sucesso, foi detentora do maior salário até então pago a uma mulher.
No Brasil, ganhou apelidos como: pequena notável, cantora do it e ditadora risonha do samba.
Casou-se com o americano David Sebastian, em 17 de março de 1947, depois de namorar vários atores norte-americanos, entre eles John Wayne e Dana Andrews, e o músico brasileiro Aloysio de Oliveira.
Segundo os biógrafos, Carmen foi conduzida à dependência química e ao alcoolismo após o casamento.
Aos 46 anos, a pequena notável tem um ataque cardíaco, e conforme sua vontade é enterrada no cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro.
Prestigiada por milhões de pessoas, o último adeus à artista risonha e vibrante foi ao som de muito samba.



Pra Você Gostar De Mim

Taí, eu fiz tudo p'rá você gostar de mim
Ah! meu bem, não faz assim comigo não! (est.)
Você tem, você tem que me dar seu coração!
Meu amor não posso esquecer
Se dá alegria faz também sofrer
A minha vida foi sempre assim
Só chorando as mágoas que não têm fim
Essa história de gostar de alguém
já é mania que as pessoas têm
Se me ajudasse Nosso Senhor
eu não pensaria mais no amor

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Arte em abóboras no Dia das Bruxas

O Dia das bruxas é celebrado no Brasil, no dia 31 de Outubro.
Trata-se de uma comemoração proveniente de povos antigos, não se sabe ao certo, mas muitas histórias referentes à sua real origem são contadas.
Com forte influência do Halloween norte-americano, a famosa frase “gostosuras ou travessuras” é mencionada por muitas crianças que de casa em casa pedem balas e outros tipos de doce.
Figurinos, e símbolos como: abóboras, velas, morcegos, vampiros, fantasmas, bruxas, vassouras e gatos pretos compõem esse universo surreal do dia das bruxas.


 
 Talvez a história mais tenebrosa seja aquela na qual se justifica o símbolo da abóbora.
Jack era um homem que enquanto vivo aprisionava o diabo em vários locais, entretanto por ser alcoólatra morreu.
Devido às suas constantes humilhações ao diabo, sua entrada foi proibida tanto no céu, quanto no inferno.
Conta à lenda que a alma de Jack perambula pelo mundo, e as abóboras com velas dentro servem para iluminar seu caminho.

A famosa carranca na abóbora foi modificada por escultores, que atribuíram um novo gênero para o assustador símbolo.

Nas mãos de Alex Wer, 44 anos, elas representam personagens e protagonistas de filmes em diversas categorias: heróis, vilões, horror, star wars, suspense, musicais e até mesmo Steve Jobs.

Outro artista Ray Villafame conservou a imagem aterrorizante das abóboras, com muita criatividade.




Se a história de Jack fosse verdadeira, com Alex Wer e Ray Villafame não haveriam problemas para nosso personagem encontrar o caminho de casa, seja ele qual for.

Isso é o Halloween

Sombra
Garotos e garotas de todas as idades
Vocês não gostariam de ver algo estranho?

Sombra siamesa
Venham conosco e vocês verão
Essa, nossa cidade de Halloween

Coral de abóboras
Isso é o Halloween, isso é o Halloween
Abóboras gritam na calada da noite

Fantasmas
Isto é o Halloween! Todos fazem uma cena
Gostosuras ou travessuras até os vizinhos morrerem de medo
Esta é nossa cidade, todos gritam
Nossa cidade do Halloween...

Criatura embaixo da cama
Sou aquele que se esconde debaixo da sua cama
Dentes afiados e brilhantes olhos vermelhos

Homem embaixo das escadas
Eu sou aquele que se esconde debaixo da sua escada
Dedos como cobras e aranhas no meu cabelo

Coral de cadáveres
Isto é o Halloween, isto é o Halloween

Vampiros
Halloween! halloween! halloween! halloween!
Nessa cidade, que chamamos de lar
Todos aclamam a canção da abóbora

Prefeito
Nessa cidade, nós não a amamos agora?
Todos estão esperando pela próxima surpresa

Coral de cadáveres
Na esquina, um homem se esconde na lata de lixo
Algo está esperando agora para atacar e como você vai gritar...

Demonio arlequim, lobisomem e homem derretido
Gritar! Isto é o Halloween!
Vermelho e preto, verde viscoso

Lobisomem
Você não está com medo?

Bruxas
Bem, isso é ótimo!
Diga uma vez, diga duas vezes,
Aproveite a oportunidade e role os dados
Passeie com a lua na calada da noite

Árvore com enforcados
Todos gritam, todos gritam

Homem enforcado
Na nossa cidade do Halloween

Palhaço
Sou o palhaço com a lágrima no rosto
Aqui em um flash e lá sem deixar rastro

Segundo ghoul
Sou o "Quem" quando você pergunta "Quem está aí?"
Sou o vento soprando no seu cabelo

Sombra oogie boogie
Sou a sombra na lua à noite
Enchendo seus sonhos até a borda com terror

Coral de cadáveres
Isto é o Halloween, isto é o Halloween!
Halloween! Halloween! Halloween! Halloween!
Halloween! Halloween!

Trio de crianças cadáveres
"Tender Lumplings" em todo lugar
A vida não é divertida sem um bom susto!

Pais cadáveres
Esse é nosso trabalho, não somos maus
Na nossa cidade do Halloween

Coral de cadáveres
Nessa cidade

Prefeito
Nós não a amamos agora?

Prefeito com coral de cadáveres
Todos estão esperando pela próxima surpresa

Coral de cadáveres
Jack Esqueleto pode te pegar por trás
E gritar como um banshee
Fazer você pular fora da sua pele
Isto é o Halloween! Todos gritam
Você não vai, por favor, abrir caminho para um cara muito especial

Nosso cara Jack é rei da Abóbora Remendada
Todos saudem o Rei da Abóbora agora

Todos
Isso é halloween, isso é halloween
Halloween! halloween! halloween! halloween!

Trio de crianças cadáveres
Nessa cidade, que chamamos de casa
Todos saudem a canção da abóbora!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Encontro de violeiros reúne terceira idade na Casa de Cultura

Neste último domingo, dia 21 de agosto, ocorreu o “Sertanejo sem mistura”, uma tarde com violeiros na Casa de Cultura Salvador Ligabue, situada no Largo da Matriz.
Internamente o local assemelha-se a um antigo celeiro: portas largas, um andar acima com uma estrutura de ferro comportando uma escada, bancos de madeira e almofadas coloridas.
Ao entrar, deparamo-nos com um mural cujas programações são impressas em cartazes e panfletos.
Logo à frente observam-se vários acentos dispostos em fileira, como em um auditório.
Um pequeno palco centralizado, um piano de madeira do lado esquerdo, três pedestais com microfone, duas caixas de som separadas e um amplificador.
No corredor esquerdo que faz divisa entre duas escadas, situa-se um mural com exposição permanente de fotos da antiga Freguesia do Ó.
A recepção é doce e amigável: distribuem-se balas de mel e pirulitos.
Os instrumentos musicais são afinados, um som agudo e estridente sai das caixas de som, e um músico reclama do barulho.
Devagar as pessoas vão chegando e acomodando-se nas cadeiras.
A música começa logo de início, e o público da terceira idade se anima batendo palmas.
Uma criança com uma sanfona e um violão de brinquedo, corre de um lado para o outro e faz farra por entre os cantores. Sua mãe, a produtora do evento, dança com ele e cuida para que não faça arte.
Com extrema irreverência que contagia, o apresentador Jorlando Duarte faz piadas, comenta sobre futebol e anima o povo.
No intervalo das apresentações, são tocadas músicas sertanejas de raiz dos anos 80, e distribuídos CDs e DVDs para quem adivinhar o nome do cantor.
Várias duplas apresentam-se. Cantam e tocam divinamente – um prato cheio para quem gosta de sertanejo raiz – suas vozes são graves e afinadas, e seus repertórios vasto.
No meio do festejo, o Subprefeito da região e o Vereador Claudinho divulgam a programação da comemoração ao aniversário de 431 anos da Freguesia.
Um fotógrafo registra todos os momentos para o jornal.
O encerramento dá-se por meio da música Ave Maria, tocada no violão de forma esplendorosa; comovendo a todos.
A entrevista realizada com o orientador Henrique, fora concedida antes do término do evento.
Procuramos uma sala quieta, já que a música tomava conta de todos os ambientes.
Ao subirmos as escadas, deparamo-nos com um ensaio de dança cigana.
Muitos jovens dançavam alegres e vibrantes, com roupas coloridas e suas mães as assistiam em um pequeno auditório.
A “sala da entrevista” possuía uma comprida mesa branca, desenhada à mão com símbolos, e à frente um painel com mangás e várias mensagens escritas.
Era a oficina de desenho artístico.
Henrique, um senhor de aparência tímida, contou pouca coisa, já que segundo ele, o coordenador Jarbas Mariz Martins era quem deveria responder às perguntas.
Durante a rápida entrevista, disse-me que a Casa de Cultura surgiu em 1993.
Segundo ele, “Na falta de um espaço para divulgação, surgiu à Casa de Cultura, e hoje é um ponto de referência”.
Explanou sobre as atividades organizadas: oficina de teatro, oficina de expressão corporal para deficientes físicos, encontro da melhor idade, oficina de tai chi chuan, oficina de capoeira, oficina de balé clássico, oficina de dança de salão, oficina de dança cigana e oficina de desenho artístico.
No término da entrevista, andamos por toda a Casa de Cultura.
Pude constatar que além de ser um espaço cultural mantido pela Prefeitura de São Paulo, é também um lugar de refúgio para àqueles que procuram diversão e arte.
Ao ver a expressão de satisfação impressa na face de cada cidadão presente, no final do evento, percebi que o povo brasileiro, trabalhador sofrido, é carente de cultura.
E que a Casa de Cultura é um lugar especial que “abriga” a todos, independente de sua classe social ou idade.
São ações dessa magnitude que fazem a diferença na vida do povo.


A programação referente à comemoração aos 431 anos da Freguesia do Ó, começou no dia 24 deste mês e terminará dia 29, durante a "Sessão Solene".
  • Dia 07 – dom. às 16h
“Grupo Reviva Rap” Apresentação: Mamuti

  • Dia 18 - quinta-feira às 19h
Cine Clube Freguesia – Filme: “Quem quer ser um milionário” Direção: Danny Boyle

  • Dia 21 – dom. 15h
“Sertanejo sem mistura” Uma tarde com violeiros... Apresentação: Jorlando Durante

  • Dia 24 - quarta-feira 19h30min.
Abertura da festa de 431 anos da Freguesia do Ó
Escola de bailados Marisol
- Corpo de baile da CCSL (Cinthia Cavalcante);
- Dança cigana (Pablo Ramirez e Esmeralda Ramirez);
- Dança de salão (Prof. Luiz Carneiro).

  • Dia 25 - quinta-feira às 20h
- Show musical: Amigos da MPB;
- Kabelera;
- Alunos da escola de música BEG;
- Lançamento do livro “Infinitamente Você” de Elívio de Moraes;
- Vernissage da exposição do 7º encontro dos artistas plásticos da região.

  • Dia 26 - sexta-feira das 8h às 12h
 - Atendimento social:
Saúde, cidadania, corte de cabelo, massagem, etc.
Das 13h às 15h:
 - Palestra para melhor idade: Profissional (APCD) bucal
Das 15h às 17h:
 - Baile da saudade: Com o cantor André Ricardo e Ruan dos Teclados
  • Dia 29 - segunda-feira às 19h
“Sessão Solene”

 Veja mais em:
http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/subprefeituras/freguesia_brasilandia/noticias/?p=18284

http://letras.terra.com.br/gilberto-gil/16135/